quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Estresse X Desempenho Esportivo

Foto: Getty Images


Esta semana ao rever a tabela de medalhas dos jogos olímpicos de Londres, acabei encontrando um novo objeto para minhas reflexões: o quanto o estresse contribui nos resultados dos atletas em competições?

Sabemos que o estresse é uma reação natural do organismo em resposta a uma necessidade de adaptação. Porém, uma situação será mais ou menos estressante de acordo com a interpretação e importância que damos a ela.

Isso não é diferente para os atletas. O nível de estresse envolvido em uma prova ou competição está diretamente relacionado com a percepção da situação, bem como com a sua capacidade em lidar com ela. Portanto, os atletas respondem de maneira diferente aos estímulos internos e externos durante uma competição.

Em doses adequadas o estresse é benéfico, funcionando como fonte de motivação. Libera hormônios estimulantes em nossa corrente sanguínea, favorecendo o desempenho. Mas se não bem gerenciado, atinge níveis excessivos o que pode levar o atleta ao descontrole de seus processos cognitivos, emoções e ações, produzindo reações vegetativas, motoras e emocionais.

Perder ou ganhar faz parte da vida de qualquer atleta. A frustração, decepção, o não atingimento das metas estabelecidas, tudo isso faz parte do dia a dia de quem pretende chegar ao ponto mais alto do pódio. Porém para se chegar lá, é necessário passar dessas etapas, superar e superar-se a cada treino, a cada novo desafio.

Um assunto bem comentado nestas últimas semanas foi referente ao desempenho de nossos atletas nas Olimpíadas de Londres. É natural que pessoas que estejam envolvidas em processos competitivos sejam alvos constantes de observações, opiniões e julgamentos. A tensão gerada por esta situação, somada a outros aspectos envolvidos no processo, pode criar expectativas, objetivos e pressões inadequados para seu desenvolvimento como atleta.

Comentários como falta de concentração, excesso de expectativa, cobranças, elevado nível de tensão e ansiedade, pressão dos compromissos com patrocinadores, falta de apoio e infra-estrutura adequados para preparação, desequilíbrio emocional, ocuparam a opinião pública. A maioria imaginava um melhor resultado.

Em meio a tantas opiniões, resolvi dar uma atenção especial a um aspecto relevante neste cenário. Procurei refletir e entender um pouco o que está por traz de uma competição deste porte e, o quanto o estresse está ligado a esses resultados.

Competir, independentemente do nível ou modalidade do atleta, é uma fonte significativa de estresse. A competição é a oportunidade de mostrar em frações de tempo o resultado de todo o esforço, sacrifício e dedicação de anos. É ter que mesmo no meio de uma luta ou confronto, enfrentar desafios e demandas, superar os mais elevados níveis de exigência e encontrar disposição para continuar, mesmo diante das maiores adversidades.

A competição é palco de recordes, de vencedores, mas também de derrotados. Não há espaço para erros! É neste processo que se revela capacidades e habilidades, bem como deficiências. E, embora resumido a um momento, é o resultado da interação de múltiplos aspectos que irão definir o desempenho de cada atleta em particular.

Dessa forma, percebemos que além dos fatores inerentes ao processo competitivo, o atleta ainda precisa aprender a lidar com as situações adjacentes a este processo. Entendemos por situação inerente as que fazem parte direta do processo, sejam aspectos individuais (personalidade, expectativas e pressões internas, atributos físicos e técnicos, equilíbrio emocional, objetivos e metas), ou situacionais, específicos de cada modalidade esportiva (preparação e treinamento, adversário, técnico, arbitragem, torcida, infra-estrutura, patrocinadores, equipe). As situações adjacentes (conflitos familiares, ausência de vida social ou vínculos de amizade), não podem ser ignoradas mesmo não estando diretamente relacionadas ao processo competitivo.

O segredo de um bom desempenho passa por uma boa administração desses aspectos de uma competição. Poder aliar uma preparação e treinamento adequado, a uma convivência saudável e produtiva com a ansiedade e o estresse inerentes ao processo de todo atleta, é poder garantir uma maior administração das pressões e expectativas internas, do medo e da insegurança de não corresponder aos resultados esperados e da obtenção dos objetivos e metas estabelecidos.

Desta forma fica clara a necessidade de investimento em estratégias que possam auxiliar na redução do nível de estresse e ansiedade. O profissional de psicologia pode somar à preparação do atleta, trabalhando com este ou sua equipe, técnicas cognitivas e de controle bem como técnicas de relaxamento.

Não gostaria de concluir sem parabenizar os nossos atletas, independente de seus resultados. Para mim vocês já são vencedores por terem conseguido “fazer parte da história”. Fico torcendo que em 2016, no Rio, possamos todos presenciar o resultado de um planejamento integrado, que contemple o suporte e investimento necessário a todos os aspectos individuais e situacionais indispensáveis a um bom desempenho. E isto, começa agora!

Grande abraço,
Adriana Monteiro

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Estudo liga stress dos filhos à dieta da mãe durante gravidez


Ingestão de alimentos ricos em colina durante a gestação ajuda a ativar funções que controlam as tensões durante toda a vida, segundo pesquisa.

                       



Se você sofre de stress, a culpa pode ser da sua mãe ou, mais especificamente, do que ela comeu durante a gravidez. É o que diz uma pesquisa publicada no periódico Faseb, da Federação das Sociedades Americanas para Biologia Experimental. O estudo mostra que a ingestão de alimentos que contém colina – substância presente na lecitina de soja, bife de fígado ou gema de ovo, por exemplo – durante a gravidez afeta o modo como o filho vai reagir ao stress durante toda a vida.

Os pesquisadores encontraram uma ligação entre a ingestão de colina e alterações chamadas de marcas epigênicas – um mecanismo que pode “ligar” ou “desligar” uma função do gene, deixando-a ativa ou não. A colina ativa as marcas epigênicas ligadas aos níveis de cortisol, mantendo-o baixo. No organismo, altas taxas de cortisol estão relacionadas a diversas desordens, desde problemas mentais, até metabólicos e cardiovasculares.

Para chegar a este dado, os pesquisadores acompanharam o terceiro trimestre de gravidez de um grupo de mulheres submetidas a uma dieta repleta de alimentos que continham colina. Metade ingeriu a quantidade recomendada da substância, ou seja, 480 mg ao dia. A outra metade ingeriu quase o dobro da quantidade sugerida: 930 mg ao dia.

Para acompanhar o que acontecia no corpo das mães e dos bebês, eles coletaram sangue materno, sangue do cordão umbilical e da placenta. O objetivo era mensurar o nível de cortisol e a quantidade de genes que expressam o controle do cortisol. A conclusão foi que aqueles cujas mães consumiram grandes quantidades de colina mostraram níveis reduzidos de cortisol. “Esperamos que nosso dado contribua para o aumento da recomendação de ingestão de colina durante a gravidez, para reduzir o risco de doenças relacionadas ao stress durante a vida da criança”, disse Marie A. Caudill, pesquisadora da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

Fonte: VEJA

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Falta de tempo é o principal causador de estresse entre os brasileiros


Medo de demissões, muita responsabilidade e pouca autonomia para tomar decisões são alguns dos principais causadores de estresse entre brasileiros (Foto: Reprodução de TV) 



O tempo está cada vez mais curto para os brasileiros. A velha tática de dizer que não tem como ir a tal compromisso, simplesmente para escapar da obrigação, se tornou uma dura realidade. E o pior: a falta de tempo é a principal causadora de estresse entre a população do país.

De acordo com a pesquisa realizada em 2010 pela associação internacional dedicada à prevenção e estudo do estresse, a International Stress Management Association, Isma-Br, 62% dos brasileiros sofrem com a falta de tempo (sobrecarga e o excesso de tarefas) como principal estressor. A pesquisa foi feita com 1.000 executivos brasileiros (gerentes, supervisores e CEOs) de Porto Alegre e São Paulo, de 25 a 60 anos.

“O trabalho só aumenta, e esse trabalho é feito pelo mesmo número de pessoas”, explica a presidente da Isma-Br Ana Maria Rossi. Demissões, afastamento por motivos de saúde, e outros fatores só pioram a situação.

Em outra pesquisa realizada pelo Isma-Br, no ano passado, 69% das pessoas indicaram que a principal fonte de estresse está no campo profissional e não no pessoal. “Isso mostra que as pessoas estão ficando cada vez mais tempo no trabalho”, explica Ana Maria.

“Essa situação está interferindo nos relacionamentos das pessoas, no estilo de vida. A pessoa acaba diminuindo o tempo de sono para poder fazer tudo, para de fazer atividades físicas e fica mais suscetível ao estresse”, analisa.

Outros estressores são o medo de demissão (56%), seja ele real ou imaginado, e a falta de controle do próprio trabalho (41%), ou seja, muita responsabilidade, mas pouca autonomia para tomar decisões.

Para aumentar o tempo do trabalho, a alimentação também fica comprometida. Distúrbios de apetite são a queixa de 32% dos entrevistados, e 26% reclamam de problemas gastrointestinais como sintomas mais comuns do estresse. Não à toa. “As pessoas almoçam no trabalho, comem a chamada finger food, altamente calórica e com muito sal, ou pedem algo e comem na frente do computador”, exemplifica Ana Maria.

No ano passado, o INSS constatou um crescimento de 28% nos afastamentos causados por estresse. No primeiro semestre de 2011, a Previdência concedeu 109 mil auxílios-doença a trabalhadores que sofreram as sequelas do estresse. No mesmo período de 2010 foram cerca de 85 mil casos. Segundo Ana Maria, o principal problema de tudo isso é que, apesar de todas as estatísticas gritantes, pouco se faz para mudar a situação. “As empresas fazem ginástica laboral, shiatsu, mas essas propostas são paliativas. E, do outro lado, ou seja, os funcionários, não impõem limites”, afirma a presidente da Isma-Br.

A pesquisa anterior, feita pela Isma internacional, apontou o Brasil como o segundo país mais estressado no mundo, perdendo o topo do ranking para o Japão. A pesquisa, realizada em 2007 aponta que 70% da população economicamente ativa está estressada, o mesmo número dos ingleses. A diferença está no grau desse estresse, considerado agudo.

Dados da pesquisa ISMA-BR
1.000 executivos (gerentes, supervisores e CEOs) de PoA e SP, de 25 a 60 anos

Sintomas mais comuns
Físicos*
86% dores musculares, incluindo dor de cabeça
38% distúrbios do sono
26% problemas gastrointestinais
13% pressão arterial elevada

Emocionais*
81% ansiedade
78% angústia
73% preocupação
52% raiva

Comportamentais*
57% consumo de álcool/drogas prescritas ou de rua
53% agressividade
32% distúrbios de apetite
23% mudanças na libido

Padrões de comportamento
47% agridem. Desses, 18% tem explosão de raiva

Estressores*
62% Falta de tempo - sobrecarga /excesso de tarefas
56% Medo de demissão – real ou imaginado
41% Falta de controle – muita responsabilidade e pouca autonomia para tomar decisões
36% Conflitos interpessoais
33% Desequilíbrio esforço x gratificação

*Participantes identificaram mais de um item



Fonte: Globo Ciência

sábado, 7 de julho de 2012

"Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons!" Sigmund Freud

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Violão e cavaquinho

Há alguns anos atrás participei de um congresso em São Paulo na área de Qualidade de Vida. Uma das tantas "lições" que aprendi e que procuro usar até hoje é a de me propor novos desafios. A cada ano me possibilito iniciar algo novo, que realmente não domine.

Tem sido bem interessante desafiar habilidades nunca despertadas. Uma delas, que curti bastante foram minhas aulas de violão, ano passado. Indico para todo mundo experimentar! Á música, juntamente com a conquista do instrumento é uma ótima forma de aliviar o estresse.

Recebi de meu antigo professor de violão, a matéria abaixo que gostaria de compartilhar com vocês.

Grande abraço,
Adriana Monteiro



Você sabia que tocar Violão e cavaquinho além de ser divertido, faz muito bem para a saúde mental e física de uma pessoa?
Bom, deixe-me explicar por que....
Estudos recentes feitos pela Academia de Música de Oeiras comprovam que existe uma forte correlação entre o estudo da musica, com o desenvolvimento de "certas" habilidades que são essenciais para o sucesso pessoal e profissional de uma pessoa.
Aprendendo a tocar violão e cavaquinho , alem de estimular a interação social de um individuo combatendo a timidez, problemas de aceitação relacionados a auto-estima, a pessoa também desenvolve habilidades como:

  • Paciência - Pois é errando que se aprende
  • Auto-Disciplina - Programando-se para estudar todos os dias
  • Sensibilidade e criatividade - A música está 100&25 relacionada a emoção humana
  • Aumento da capacidade de memorização e concentração
  • Coordenação motora - A pessoa estimula neurotransmissores que são responsáveis  pela sua coordenação motora e raciocínio lógico
Sem contar que o Estudo da Música está relacionado à matemática, com isso a pessoa que aprende a tocar cavaquinho ou violão começa a pensar analiticamente com lógica.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Música para combater o estresse

Hoje quero compartilhar com vocês uma matéria enviada por um amigo. É uma pesquisa sueca que relaciona música e estresse. Achei bem interessante, pois confirma que para gerenciarmos o nosso estresse, podemos fazer coisas simples, como ouvir músicas que gostamos.

Particularmente adoro música e gravo em pendrive aquelas que gosto de ouvir e cantar. Essa é uma das formas produtivas de enfrentar o trânsito em horário de pico. Experimente! Leia a matéria.


                                                                                               Foto: Getty Images


De mau humor ou estressado? Ouça música, de preferência aquela que você gosta mais. Este é o resultado de um estudo sueco que indica ainda que quanto mais se gosta de música, maiores são os efeitos dela para reduzir o estresse.

Pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, envolveram voluntários em um teste simples: durante duas semanas, parte do grupo deveria ouvir música durante meia hora – as músicas que escolhessem. A outra metade – o grupo controle – deveria passar os mesmos 30 minutos relaxando, porém em silêncio.

Para avaliar os efeitos da experiência, os pesquisadores analisaram os níveis de cortisol dos participantes – hormônio relacionado ao estresse. O resultado do estudo aponta que emoções positivas foram experimentadas pelo grupo experimental tanto em maior frequência como intensidade. Eles apresentaram também os menores níveis de cortisol. Um dado curioso foi que os níveis de estresse eram mais baixos entre aqueles que disseram gostar mais de música.

“Quando se estuda respostas emocionais à música, é importante lembrar que as pessoas não respondem da mesma maneira à uma música em particular – um mesmo indivíduo pode responder de forma diferente para o mesmo trecho em diferentes ocasiões, dependendo de fatores individuais e situacionais. Para obter os efeitos positivos da música, você tem que ouvir a música que você gosta”, conclui a autora da tese, Marie Helsing.

por Marina Teles
Em BAND.com.br

                                                                     Boa semana para todos!

sexta-feira, 8 de junho de 2012


E você, já abraçou hoje?

Se quiser saber mais sobre os benefícios do abraço, leia a postagem de fevereiro da Terapia do Abraço.

Um grande abraço virtual

Adriana Monteiro


Tenho recebido alguns e-mails referentes às últimas postagens a respeito da meditação. Agradeço a participação e os comentários de vocês!

Resolvi postar outro vídeo que vai contribuir aos iniciantes desta prática. É um vídeo da veja.com e traz dicas de meditação com o instrutor Saulo Fong, uma meditação guiada com a instrutora Glau Pelegrinelli além de uma respiração para relaxar com a coordenadora do Arte de Viver-SP, Ana Estela Novazzi.

Que tal reservar um tempinho para você?

Boa prática e um ótimo final de semana.

Muita luz

Adriana Monteiro