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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Aprenda a shantala

Massagem que alivia as cólicas e acalma os bebês





Por Minha Vida



Interagir com o bebê e proporcionar momentos de bem-estar a ele são os principais objetivos da técnica chamada de shantala. A massagem de origem indiana é aplicada pelas próprias mamães, em crianças com mais de um mês de idade. Fazendo repetições de movimentos e alongamentos, é possível trabalhar a musculatura do bebê e as articulações.

"A shantala é bastante interessante na fase em que o bebê ainda não tem controle sobre todos os movimentos do corpo, porque serve de estímulo. Quando ainda não rola, não senta, não engatinha", ressalta Cristina Balzano, fisioterapeuta e professora de shantala e ioga, que ensina o passo-a-passo da técnica no DVD Massagem para bebês, Shantala e Baby Yoga. Ela afirma, porém, que nada impede que a mãe continue fazendo a massagem depois dessa fase, dado o bem-estar proporcionado à criança.

A mãe só precisa de algumas gotinhas de óleo vegetal para deslizar as mãos e aprender os movimentos corretos para atingir objetivos como acalmar o bebê, eliminar gases, cólicas e prisão de ventre ou deixar o sono mais tranquilo. "Eu sempre indico o óleo vegetal para a massagem porque ele é mais fácil de ser absorvido pela pele do bebê. Normalmente, recomendo a versão de amêndoa pura e, nos casos de cólicas muito acentuadas, óleo com camomila".

Os movimentos da massagem são basicamente os mesmos. "Se quiser fazer uma massagem mais relaxante, é só fazer a série de forma mais suave e superficial. Mas, se a idéia é estimular o bebê, os toques precisam ser mais profundos e rápidos", diz Cristina.

O número de repetições é bem variável. A especialista na técnica conta que o ideal é fazer cada um deles por três vezes e aumentar esse número gradativamente, com, no máximo, 10 repetições, seguindo a aceitação do bebê. No entanto, Cristina alerta que é fundamental que a criança goste da massagem. "Ela precisa estar tranqüila e sem chorar. Só assim aproveita todas as vantagens do método". Para acertar a mão, certifique-se de que a criança já mamou há certo tempo e não está com fome. "O ideal é fazer a shantala meia hora depois de uma mamada", ensina a fisioterapeuta.

Já o momento do dia escolhido para a massagem varia com os hábitos do bebê. Se ele sente muita cólica na parte da tarde, por exemplo, é recomendável que a massagem seja feita de manhã, servindo como medida preventiva. No geral, o procedimento todo não leva mais de 20 minutos e pode ser feito (com, no máximo duas sessões diárias) todos os dias para que o bebê se adapte à técnica.

 
Confira o passo-a-passo dos movimentos da shantala


1- Sente-se com as pernas esticadas para frente e deite o bebê sobre elas. Comece fazendo uma limpeza energética, esfregando uma mão na outra, para que as palmas fiquem aquecidas. Faça essa fricção com as mãos no alto da sua cabeça, para que a energia flua. Inspire e mentalize energia positiva para o seu bebê.

2 - Faça um triângulo com as mãos e leve até a altura do peito do bebê (sem tocá-lo com a distância de um palmo). Separe as mãos e vá contornando todo o corpinho da criança, sem tocá-la, e expire. A cada contorno terminado, chacoalhe as mãos (como se elas estivessem molhadas e você quisesse eliminar o excesso de água). Repita o procedimento por três vezes, mantendo a respiração.

3- Passe o óleo em suas mãos e esfregue-as. Lembre-se de passar o óleo novamente, sempre que começar a massagear uma nova região (exceto o rosto do bebê).

4- Com as mãos bem relaxadas e os dedos unidos, posicione-as no centro do peito do bebê. Deslize, horizontalmente, a mão esquerda até a axila de mesmo lado. Simultaneamente, faça o mesmo movimento à direita.

5- Novamente, comece o movimento no centro do peito do bebê e, dessa vez, termine em cada um dos ombros dele.

6- Começando o movimento pelo centro do peito da criança, suba uma mão de cada vez (formando um X), até o final do ombro. Deixe seus dedos chegarem embaixo da orelha dele. Sempre que a massagem for feita em movimentos alternados, inicie pelo lado esquerdo do bebê, que é o lado mais receptivo.

7- Faça um círculo com as suas mãos, como se fosse um bracelete. Com uma delas, segure o pulso do bebê. Enquanto isso, a outra mão vem de encontro àquela que está segurando o pulso, partindo do ombro. Quando as mãos se encontrarem, alterne-as, dando continuidade o movimento funciona como se o bracinho do bebê fosse uma corda, que você puxa para escalar uma parede.

8- Faça um movimento de rosca (uma torsão suave) com as duas mãos, iniciando pelo ombro e descendo até o pulso do bebê.

9- Apóie a mão do bebê, com a palma virada para cima, em uma das suas mãos. Use o seu polegar da outra para massagear a mãozinha dele, partindo do pulso e chegando até a ponta dos dedinhos.

10- Deslize sua mão espalmada e com os dedos unidos por toda a mãozinha do bebê.

11- Aperte delicadamente os dedinhos do bebê, um a um, começando pelo polegar.

12- Faça um movimento com as suas mãos em concha, da base das costelas até o começo dos genitais dele. Essa técnica é ótima para aliviar as dores da cólica. Se as dores forem muito fortes, intensifique o movimento.

13- Segure as perninhas para o alto e, com o ante-braço, coninue massageando a região abdominal. Repita o mesmo movimento com as mãos.

14- Faça um círculo com as suas mãos, como se fosse um bracelete. Com uma delas, segure o tornozelo do bebê. Enquanto isso, a outra mão vem de encontro àquela que está segurando o tornozelo, partindo da virilha. Quando as mãos se encontrarem, alterne-as, dando continuidade ao movimento, como no passo 7.

15- Apóie o pé do bebê em uma das suas mãos. Com a outra, deslize o polegar, massageando a sola do pezinho.

16- Deslize sua mão espalmada e com os dedos unidos por todo o pé do bebê, tanto a sola como o peito.

17- Aperte delicadamente os dedinhos do pé do bebê, um a um, começando pelo polegar.

Quer saber mais sobre a Shantala? Siga aqui o passo a passo da massagem para bebês, da Natura, com imagens.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

COMO LIDAR COM O STRESS NA CRIANÇA


Foto: Getty Images

Por Marilda Lipp

O stress, que é uma reação do organismo frente a situações muito difíceis ou muito excitantes, também pode ocorrer em crianças de qualquer idade, independentemente do sexo. Ele pode se manifestar através de sintomas físicos ou psicológicos. Muito freqüentemente, os pais não sabem reconhecer que seu filho está estressado. A criança, que não consegue saber claramente o que está sentindo, passa como sendo malcriada ou birrenta, quando na verdade ela está sofrendo a ação nefasta do stress excessivo.

Os sintomas físicos mais comuns de stress infantil são:
Dor de barriga;
Diarréia;
Tique nervoso;
Dor de cabeça;
Náusea;
Hiperatividade;
Enurese noturna (xixi na cama);
Gagueira;
Tensão muscular;
Ranger de dentes;
Falta de apetite;
Mãos frias e suadas.

Os sintomas psicológicos do stress infantil são:
Terror noturno;
Introversão súbita;
Medo ou choro excessivo;
Agressividade;
Impaciência;
Pesadelos;
Ansiedade;
Dificuldades interpessoais;
Desobediência;
Insegurança;
Hipersensibilidade.

Vale lembrar que nenhum sintoma isolado pode ser interpretado como sinal de stress. É importante verificar se vários sintomas estão ocorrendo juntos.

O stress não tratado e prolongado pode levar a uma série de doenças e problemas de adaptação, inclusive na escola. Além disso, a criança que não aprende a lidar com a tensão quase sempre se torna um adulto vulnerável ao stress. Por isso, é sempre melhor aprender a lidar com os problemas quando se é ainda bem jovem, embora na idade adulta também possa se adquirir técnicas de controle do stress.

O que causa stress infantil:
Morte na família;
Brigas constantes entre os pais;
Separação de pais;
Mudança de cidade ou escola;
Escolas ruins;
Professores inadequados;
Atividades em excesso;
Viagens longas .

Como ajudar:
Tente identificar o que está estressando seu filho. Se possível, diminua a pressão que ele está sofrendo.
Não o poupe em demasia. A criança que é muito protegida não desenvolve imunidade ao stress.
O stress deve ser proporcional à idade e ao amadurecimento da criança. Quando não for possível protegê-lo do stress excessivo (como no caso de uma morte na família, mudança de cidade etc), necessário se torna fortalecer a criança para lidar do melhor modo possível com a situação.


Condensado do Livro "Como Enfrentar o Stress Infantil"
Marilda Novaes Lipp e colaboradores (Editora Ícone)
Disponível em: http://estresse.com.br

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Estresse infantil

Outubro, período dedicado às crianças!
Pensei em postar alguns textos este mês voltados a essas criaturinhas maravilhosas que nos encantam, ensinam e transformam.
Escolhi iniciar por um tema que, embora já o tenha publicado anteriormente, "Estresse Infantil", infelizmente está bastante atual.
Segue parte de uma matéria publicada na ISTOÉ, este ano. Espero que reflitam!



Agenda cheia, reprovação dos pais, conflitos na escola. Pesquisas na área de neurociência e comportamento mostram como a exposição a fatores estressantes compromete o desenvolvimento das crianças e o que fazer para evitar danos futuros.










Grande abraço, Adriana Monteiro

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Estudo liga stress dos filhos à dieta da mãe durante gravidez


Ingestão de alimentos ricos em colina durante a gestação ajuda a ativar funções que controlam as tensões durante toda a vida, segundo pesquisa.

                       



Se você sofre de stress, a culpa pode ser da sua mãe ou, mais especificamente, do que ela comeu durante a gravidez. É o que diz uma pesquisa publicada no periódico Faseb, da Federação das Sociedades Americanas para Biologia Experimental. O estudo mostra que a ingestão de alimentos que contém colina – substância presente na lecitina de soja, bife de fígado ou gema de ovo, por exemplo – durante a gravidez afeta o modo como o filho vai reagir ao stress durante toda a vida.

Os pesquisadores encontraram uma ligação entre a ingestão de colina e alterações chamadas de marcas epigênicas – um mecanismo que pode “ligar” ou “desligar” uma função do gene, deixando-a ativa ou não. A colina ativa as marcas epigênicas ligadas aos níveis de cortisol, mantendo-o baixo. No organismo, altas taxas de cortisol estão relacionadas a diversas desordens, desde problemas mentais, até metabólicos e cardiovasculares.

Para chegar a este dado, os pesquisadores acompanharam o terceiro trimestre de gravidez de um grupo de mulheres submetidas a uma dieta repleta de alimentos que continham colina. Metade ingeriu a quantidade recomendada da substância, ou seja, 480 mg ao dia. A outra metade ingeriu quase o dobro da quantidade sugerida: 930 mg ao dia.

Para acompanhar o que acontecia no corpo das mães e dos bebês, eles coletaram sangue materno, sangue do cordão umbilical e da placenta. O objetivo era mensurar o nível de cortisol e a quantidade de genes que expressam o controle do cortisol. A conclusão foi que aqueles cujas mães consumiram grandes quantidades de colina mostraram níveis reduzidos de cortisol. “Esperamos que nosso dado contribua para o aumento da recomendação de ingestão de colina durante a gravidez, para reduzir o risco de doenças relacionadas ao stress durante a vida da criança”, disse Marie A. Caudill, pesquisadora da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

Fonte: VEJA

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Estresse também é coisa de criança, infelizmente!

Foto: Getty Images 

 O estresse é uma reação natural do organismo frente a situações que nos demandem adaptação, sejam muito difíceis ou muito excitantes, desta forma acontece também em crianças independente de sexo ou idade. Assim como nos adultos, o estresse em excesso tem conseqüências desastrosas, não podendo, portanto, ser desprezado.

Negar o estresse infantil é negar a possibilidade de tratamento adequado. Desde que nascemos somos submetidos a situações geradoras de tensão como fome, frio excessivo, doenças, falta de cuidados, superproteção, mortes na família, más professoras, brigas familiares, pais neuróticos, mudanças, nascimento de irmãos. Essas situações de forma recorrente acabam por desencadear o estresse infantil, contribuindo para enfraquecer um organismo ainda imaturo e jovem.

O mundo tem cobrado cada vez mais respostas rápidas, bem como uma necessidade sobrenatural de acúmulos de informações. Para atender a essa demanda e necessidade de desenvolvimento global, quem sofre é a estrutura familiar, onde cada vez mais os pais têm cada vez menos tempo para dedicar-se aos filhos. Esses fatos cotidianos, geradores de ansiedade até para os adultos, acabam por provocar estresse nas crianças, desencadeando conseqüências tanto na esfera pedagógica como na esfera somática.

Na tentativa de suprir a ausência, minimizando os efeitos da autocobrança e culpas, os pais acabam por proporcionar às crianças, muitas vezes de forma precoce, as interações com o meio ambiente extrafamiliar. Pensando no futuro dos filhos, acabam por preencher integralmente os horários do dia.

È fato que as atividades extras ajudam a promover a socialização e desenvolvimento de habilidades físicas e cognitivas; porém não se pode negar que introduz a criança desde cedo as exigências naturais a uma vida adulta. O cenário infantil tem sido decorado cada vez mais de excesso de responsabilidades, pressa, competitividade e uma corrida desenfreada por desenvolver múltiplas competências. Não muito diferente do “mundo adulto moderno” recheado de falta de tempo, ausência de interação familiar e excesso de autocobranças, ansiedade e estresse.

Com tantas responsabilidades a cumprir, não resta tempo para o momento presente, para o “hoje”, tão imprescindível e irretornável! Na escala de prioridades o meio de construção de identidade e aprendizagem natural infantil: o brincar perde seu grau de importância. Não sobra tempo para ser criança! Essas responsabilidades e cobranças são muito pesadas e forçam os pequenos a recorrerem repetidamente às reservas de energia de adaptação gerando o estresse.

Estresse também é coisa de criança, infelizmente! E não dá mais para ignorar os danos causados por este mal. É de fundamental importância buscar um equilíbrio entre as demandas e os recursos internos infantis. Como não existe uma medida única, é necessário estar atento se as situações as quais as crianças estão sendo submetidas estão coerentes com sua habilidade, maturidade, estágio de desenvolvimento e nível de resistência.

O diagnóstico nem sempre é tão claro, pois os sintomas físicos e psicológicos que compõe o estresse se confundem, uma boa referência são as mudanças de comportamentos. Identificar os indícios é importante, mas torna-se imprescindível tratar o estresse em sua origem. Quando se trabalha a causa, além dos sintomas, o estado de tensão é minimizado, ensinando a criança a lidar com as demandas da vida, fortalecendo-a diante da vulnerabilidade ao estresse. Quando o estresse é tratado adequadamente, a criança – bem como o adulto – pode desenvolver meios para lidar com as tensões e os desafios de modo produtivo.

Adriana Monteiro

O que estamos fazendo com nossas crianças? Pensem nisto!