terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

HORA DA FAXINA!




Sabe aqueles dias em que a bagunça está tão grande que não nos resta outra coisa a não ser parar tudo e se organizar? Pois é! Algumas pessoas fazem isso também com sua bagunça interna e esperam o limite para começar a arrumar.

Sou adepta do Feng Shui e acredito que a energia flui se estamos em um ambiente harmonizado. Dormir em um quarto todo bangunçado, por exemplo, absorve nossa energia e faz com que acordemos com vontade de começar a dormir. Ainda assim, muitos vão afastando a bagunça pra lá, acumulando coisas que não servem de nada, insistindo em guardar o que poderia servir para outrem e já não faz mais sentido em sua vida.

É assim no plano concreto, físico. Mas é assim também no plano emocional.

Quantas coisas acumulamos ao longo de nossas vidas e que naquele momento da “aquisição” foram importantes, necessárias, mas que agora não sabemos nem porque guardamos isso. Alguns de nossos valores, crenças e aprendizados que foram tão construtivos e funcionais lá atrás, talvez não estejam nos servindo mais neste momento.

Costumo fazer uma analogia com meus clientes e grupos terapêuticos de que, ao nascer, vamos montando nosso “guarda-roupas” com modelos que nos fazem enfrentar a vida. “Roupas” que ao vestirmos nos trazem segurança, proteção, certeza do amor do outro, convite para o sucesso, contrato com a felicidade ...

Os estilistas, muitas vezes nossos pais e parentes mais próximos, com a ajuda da escola, nos presenteiam com modelos exclusivos e que parecem estar na moda: modelo de menina perfeita, modelo de menino que diz sempre sim, modelo de criança que só tira dez, modelo de filho obediente, de filha que faz tudo para agradar todo mundo, de pessoas que estão dentro das expectativas e sonhos...

Neste desfile da vida, o grande objetivo é a felicidade! Naquele momento cumprem com seu papel estruturante de formação de personalidade, de edificação de valores, de construção do ser. Mas já tentaram colocar um modelo de roupa que vocês usavam quando tinham quatro, cinco ou seis anos de idade depois de adultos? Conseguem ter mobilidade com isso?

É isso que fazemos quando usamos estes modelos que tanto nos ajudaram no passado, mas que ainda que desejemos, não nos cabe mais. Precisamos resignificar estas crenças, organizar “o quarto”, arrumar “o guarda-roupas”. É hora da faxina! Ficar apenas com o que nos serve.

Experimente listar tudo o que incomoda na tua vida hoje, veja o que disso tudo é responsabilidade sua, aproprie-se. Perceba se alguns desses modelos ultrapassados, apertados, sufocantes, estão atrapalhando seus movimentos diante da vida. O que não te servir mais...desapegue, resignifique, adquira novos modelos, remodele aqueles que são significativos ainda em sua vida e nunca descarte aqueles que te fazem feliz.


Que tal começar esta faxina agora?

Grande abraço,
Adriana Monteiro

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Como lidar com críticas?




Não é sempre fácil lidar com críticas! Mesmo que tenhamos a consciência de que muitas vezes ela tem uma finalidade boa, positiva, construtiva. Ainda mais se ela é feita de forma agressiva, negativa ou destrutiva, pois gera em algum nível uma ativação emocional. O que faz as pessoas reagirem emocionalmente à crítica costuma ser a vergonha e a insegurança. Quando se sentem magoadas, algumas pessoas se retraem e outras atacam.

É comum reagir à crítica com mágoa e raiva. Entretanto, algumas pessoas mais sensíveis à vergonha se inflamam ao menor sinal de crítica, dificultando sua convivência social. Já outras pessoas, por apresentarem mais habilidade em lidar com essas situações, reduzindo situações de confronto pessoal. 

Se a crítica for construtiva, você poderá usá-la para melhorar. Se ela tiver sido feita somente para prejudicá-lo, você precisa aprender e desconsiderá-la.

Podemos aprender a lidar com isso de forma a reduzir os conflitos interpessoais, tornando as relações mais agradáveis e duradouras. Seguem algumas dicas para lidar com a crítica de forma positiva:


1. Diferencie as críticas destrutivas das construtivas. Observe a mensagem e o que pode ajudar nela. Se for inválida, só pra prejudicar, descarte!

2. Aprenda a separar o que é seu e o que é do outro. Muitas vezes a crítica do outro é uma projeção de suas próprias dificuldades. Essa parte não pertence a você. Fique apenas com o que é seu e o que pode te ajudar a mudar.

3. Aceite que você não é perfeito. Nem você, nem ninguém! Desta forma, liberte-se da ideia que poderá satisfazer a todos. Identifique seus erros e busque forma para melhorar e, aceite aqueles que, por enquanto, não podem ser mudados.

4. Entenda as mensagens de forma objetiva. Não leve a crítica para o lado pessoal. Foque na mensagem. Evite mágoas ao separar o objeto da crítica de você. Isso minimizará o processo de ativação de pensamentos e crenças disfuncionais.

5. Perceba se há algo de verdade nisso. Se houver, analise o conteúdo e comece a procurar formas para contribuir para seu crescimento e amadurecimento pessoal. 

7. Pare de dar desculpas. Saia da resistência e da defensiva. Já vimos que não somos perfeitos. Se a crítica é válida, pare de dar desculpas, mude! Reconheça os erros.

8. Pare de se criticar. A autocritica é importante para nos analisarmos nos aspectos em que precisamos crescer, mas se tornam ineficazes quando permeadas por crenças e pensamentos disfuncionais, distorcendo a percepção da realidade e a forma de lidar com esta. O nível de exigência se torna tão alto e mais ameaçador que as críticas externas.

10. Mantenha-se confiante. Se amando e aceitando esta pessoa que é, com defeitos e qualidades. Cometer um erro, não significa que você é uma pessoa errada, não muda ser ser. Mantenha-se confiante e não permita que as críticas abalem sua autoestima.


Siga o exemplo daqueles que fizeram importantes realizações, não desista, aprenda com as críticas positivas e deixe o vento levar aquelas que não te acrescentam...



Uma ótima semana para todos!!!

Adriana Monteiro





sexta-feira, 28 de novembro de 2014

FELICIDADE É UMA QUESTÃO DE ESCOLHA



Todas as vezes que a vida me oportuniza escolher tenho optado pela felicidade. Esse tem sido meu grande desafio e minha nova fonte de crescimento.
Não é um exercício fácil, visto que somos permeados de crenças disfuncionais e de pensamentos sabotadores que insistem em nos convencer a assinar novos contratos com a infelicidade.
Mas se pararmos para pensar, a cada minuto, cada hora, cada dia, cada instante é uma nova oportunidade para recomeçarmos e fazer escolhas diferentes.
Ao acordar, todos os dias, tenho a opção de pensar: “hoje será um dia especial”, e, desta forma, me sentir esperançosa e motivada a agir para que cada coisa, a cada instante daquele dia tenha um significado, uma importância e um prazer.
Mas também posso acordar já lamentando o fato de ter que levantar, ter que trabalhar ou estudar, ter que pegar trânsito, ter que deixar os filhos na escola, ter que fazer as compras, ter que pagar as contas, ter que agradar as pessoas, ter que corresponder às expectativas sociais, ter que...
Já pararam pra pensar quantos sentimentos de obrigatoriedade permeiam nossas vidas? Por que será que me imponho a tantos “tenho que”? E se de fato algumas dessas coisas tiverem que ser feitas, pra que tanta resistência pra fazê-las?
Quanto tempo gastamos, questionando coisas que naquele momento precisam ser feitas, querendo mudar coisas ou pessoas que não querem ou não podem ser mudadas! Ocorre-me um exemplo bem corriqueiro nos dias atuais: o trânsito.  Se preciso enfrentar um engarrafamento todos os dias, ainda que testando rotas e horários alternativos, posso escolher ir xingando, buzinando, infringindo normas de trânsito, aumentando meu estresse diário e consequentemente minha possibilidade de adoecer. O pior é que os carros não vão sair da minha frente por isso!
Tenho outra opção diante do mesmo cenário... Aproveitar este momento “parado, perdido” para fazer coisas que de outra forma não teria tempo ou oportunidade: organizar a agenda; planejar a semana;  ouvir músicas, cantar, se atualizar com as notícias, revisar  uma aula, treinar um curso de línguas ou usufruir do conteúdo de um livro por áudio; oferecer uma carona solidária; conversar; observar a cidade; contemplar a natureza...
A forma como percebo a realidade e enfrento as mais diversas situações do dia a dia refletem diretamente na minha qualidade de vida, em meu nível de satisfação pessoal e na minha felicidade. Não se furte de aproveitar cada presente que a vida te dá!
Ser feliz é uma questão de escolhas... Quais escolhas você está fazendo em sua vida?

Abraço virtual,
Adriana Monteiro


De volta ao Blog! Senti saudades...

Um ótimo final de semana para todos, repleto de escolhas saudáveis e funcionais!

Abraço virtual,

Adriana Monteiro

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz 2014



Mais um ano se inicia e com ele no mínimo 365 oportunidades de tentar diferente, de fazer diferente de ser diferente!
Que cada dia de 2014 possamos ter a luz de Deus iluminando nossos caminhos e decisões. Que os frutos plantados em 2013 possam ser colhidos com sabedoria, esperança, confiança e fé.
Um ano de muita luz, conquistas e paz.
Adriana

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

COMO O ESTRESSE AFETA O CORPO


Veja o que acontece no estágio de alerta do estresse — quando o organismo percebe o “perigo” próximo e se prepara para o confronto — e no estágio crônico — em que o estresse é prolongado, fazendo com que o sistema imunológico entre em colapso e abra espaço para as doenças oportunistas.




Cérebro 

Fase de alerta: recebe doses mais altas de substâncias químicas excitatórias — como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. O pensamento e os reflexos são aguçados e as pupilas se dilatam para melhorar a visão. 
Estágio crônico: há liberação do hormônio do estresse (cortisol) que acelera o funcionamento do coração e dos pulmões. Em excesso, causa danos no hipocampo e prejudica o raciocínio. 

Coração 
Fase de alerta: os batimentos ficam até cinco vezes mais rígidos do que o normal e a pressão arterial sobe.
Estágio crônico: quando estamos estressados, há uma grande descarga de adrenalina e noradrenalina, que aumentam a coagulação do sangue e contraem os vasos. Se isso ocorre sistematicamente, a chance de um infarto aumenta.

Pele 
Fase de alerta: o sangue é projetado para outras partes do corpo, que precisam de maior atenção, como os músculos, por exemplo. Por isso, a pele fica sem irrigação e empalidece.
Estágio crônico: a falta de irrigação provoca irritação na pele, escamação e envelhecimento precoce.

Órgão sexuais 
Fase de alerta: testículos e órgãos genitais femininos se contraem com a redução da irrigação sanguínea.
Estágio crônico: os níveis de testosterona caem tanto em homens como em mulheres, reduzindo a libido. As mulheres ainda sofrem com a queda de progesterona, o que provoca cólica menstrual.

Respiração 
Fase de alerta: fica mais rápida para levar oxigênio extra ao sangue.
Estágio crônico: fica ainda menos profunda, reduzindo a entrada de ar. Essa respiração superficial deixa a pessoa mais ansiosa e ofegante. Tal estado pode agravar crises de asma ou outras doenças respiratórias.

Estômago e intestino 
Fase de alerta: a digestão é interrompida para permitir que o corpo dedique toda a energia aos músculos, pois, quando nosso organismo se sente ameaçado, a prioridade é o ganho de força para “fugir”. A sensação de fome desaparece.
Estágio crônico: a mucosa do intestino fica vulnerável às úlceras. O excesso de suco gástrico pode provocar gastrite.

Glândulas suprarrenais 
Fase de alerta: liberam cortisol, um hormônio que ajuda a manter a força muscular, e adrenalina, responsável por elevar os batimentos cardíacos e a pressão arterial.
Estágio crônico: o excesso de cortisol e adrenalina causa mau humor, ansiedade e irritabilidade.

Fígado 
Fase de alerta: converte as reservas de açúcar em glicose, fornecendo energia extra ao organismo.
Estágio crônico: essas doses extras de glicose aumentam o risco de doenças como diabetes e obesidade.

Músculos 
Fase de alerta: recebem sangue e oxigênio acima do normal e se contraem para melhorar a performance durante a ação. É como se o corpo se preparasse para uma luta, com o aumento da potência muscular.
Estágio crônico: a tensão constante causa dores, principalmente no pescoço, costas e ombros, e um cansaço exagerado.

Sistema circulatório 
Fase de alerta: alguns vasos se contraem para reduzir a irrigação de órgãos não vitais, como a pele e outras extremidades. É por isso que mãos e pés ficam frios.
Estágio crônico: os batimentos cardíacos acelerados diminuem a elasticidade dos vasos sanguíneos, o que pode levar a doenças cardiovasculares como infarto e AVC.

Sistema Imunológico 
Fase de alerta: os linfócitos, células responsáveis pela defesa do organismo, produzem mais anticorpos. Ou seja, o estresse, desde que ocorra em episódio curto, pode até reforçar esse sistema.
Estágio crônico: aqui a situação é inversa; como não há um alívio e a pessoa apresenta sinais de exaustão física.


Fonte: revistavivasaude.uol.com.br