Foto: Terrra
Valéria Goulart, médica nutróloga e endocrinologista, estudiosa em terapia ortomolecular e estética médica, cita alguns os "alimentos campeões", fontes de nutrientes necessários no combate ao estresse:
Alface: a lactucina e lactupicrina, encontradas principalmente nos talos das folhas, atuam como calmante.
Espinafre e brócolis: previnem a depressão. Contêm potássio e ácido fólico, importantes para o bom funcionamento das células, garantindo o bom funcionamento do sistema nervoso, devido ao magnésio, ao fosfato e às vitaminas A e C e ao Complexo B.
Peixes e frutos do mar: diminuem o cansaço e a ansiedade, pois contêm zinco e selênio que agem diretamente no cérebro.
Laranja: promove um melhor funcionamento do sistema nervoso. É um ótimo relaxante muscular e ajuda a combater o estresse e prevenir a fadiga. Tem substâncias hidratantes e é rica em vitamina C, cálcio e vitaminas do Complexo B.
Castanha-do-pará: melhora sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse. É rica em selênio, um poderoso agente antioxidante. Uma unidade ao dia já fornece a quantia diária de selênio (350mg) recomendada.
Fonte: Saúde Terra
terça-feira, 4 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Alimentos que ajudam a combater problemas de saúde
Foto: Getty Images
O estresse atinge cerca de 90% da população mundial, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo especialistas em Nutrição, uma das formas de combater esse mal é comer. Mas é preciso escolher os alimentos certos, que ajudam a aliviar a tensão. Entre eles, os que contêm gorduras boas, como o abacate.
Pessoas estressadas têm um aumento do nível do hormônio cortisol no sangue, o que desencadeia diversos sintomas, como tensão muscular, cansaço, desânimo e até compulsão alimentar. Segundo a nutricionista do Mundo Verde Thaís Souza, o primeiro passo é combater o aumento excessivo da produção deste hormônio. "As gorduras boas combatem o aumento dos níveis do cortisol. Elas estão presentes em óleos vegetais e no abacate", afirma.
Outro hormônio relacionado ao estresse é a serotonina, responsável pela sensação de bem-estar. Para aumentar a produção dele, é preciso consumir ingredientes como quinua, arroz integral, leguminosas (feijão e soja), chocolate amargo, banana e algas.
Uma das atitudes mais comuns em pessoas estressadas é comer muito. Para combater este sintoma - que pode acarretar obesidade, hipertensão e diabetes -, a recomendação é ingerir cereais integrais, frutas e hortaliças.
Os sintomas e seus antídotos:
Cansaço e desânimo
Para evitá-los, escolha fontes de vitamina B, como sementes de girassol e gergelim. Elas ajudam no fornecimento de energia.
Imunidade baixa
Sementes também têm zinco, antioxidante encontrado igualmente em frutas vermelhas, verduras e legumes. Ele combate radicais livres e fortalece o sistema imunológico.
Tensão muscular
O consumo de oleaginosas, como castanhas, nozes, aveia e semente de abóbora, ricas em magnésio, ajudam no relaxamento dos músculos.
Insônia
Chás de camomila, erva doce e cidreira ajudam a relaxar, acalmar e induzir o sono perdido.
Compulsão por comer
Alimentos ricos em fibras, como cereais e frutas, dão sensação de saciedade e diminuem o apetite, fazendo a pessoa comer menos.
Fonte: Saúde Terra
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Quem dança seus males espanta!
Foto: Filme Dança Comigo?
"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."
Friedrich Nietzsche
Pois é, espantar os males não é só privilégio de quem canta! Para quem teve oportunidade de dançar, alguma vez que seja, deve entender bem o que estou falando. Nem precisa ser profissional de dança para experimentar a sensação de prazer que ela proporciona. E ainda tem uma série de benefícios químicos, emocionais, sociais e físicos.
Dançar libera substâncias hormonais que atuam no sistema nervoso gerando sensação de bem-estar e prazer. Estes neurotransmissores auxiliam diretamente na redução do estresse e ansiedade, além de prevenir os transtornos depressivos.
A cada passo e coreografia aprendida, uma etapa superada. Este exercício de superação e autoconfiança, aumenta a autoestima, refletindo em outras áreas da vida. Divertindo-se, você ainda trabalha a timidez, tornando-se mais sociável.
Ainda temos os benefícios físicos! Além de manter a forma, modelar o corpo, melhorar a postura e flexibilidade, a dança também previne problemas cardíacos e respiratórios. Além disso, o adepto desta atividade tem a oportunidade de exercitar a coordenação motora, o equilíbrio, além de desenvolver a disciplina, o raciocínio e a concentração.
Não podemos esquecer, que como toda atividade física orientada, dançar possibilita queimar calorias. Confira abaixo a tabela elaborada pelo preparador físico José Rubens D’Elia, para o Programa Bem Estar, onde compara o gasto calórico de cada modalidade de dança.
Quando estava concluindo esta postagem, lembrei-me de uma apresentação que assisti de dança em cadeira de rodas. Desde esse dia fiquei pensando: é só querer, todo mundo pode! Poucas são as contraindicações. Para as pessoas que tenham restrições médicas, é importante a avaliação e/ou acompanhamento de profissional especializado.
Fica minha sensação: para dançar não importa idade, sexo ou mesmo habilidade. Basta a simples vontade de experimentar um momento único, onde os problemas diários dão espaço para o bem-estar e o prazer. E, mesmo ainda quando não posso dançar, o simples ato de assistir uma boa apresentação, para mim é terapêutico. Espanta os males da mente, do corpo e da alma!
Solte-se, divirta-se, dance!
Abraço Virtual,
Adriana Monteiro
"Não é o ritmo nem os passos que fazem a dança
Mas a paixão que vai na alma de quem dança."
Augusto Branco
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Estresse X Desempenho Esportivo
Foto: Getty Images
Esta semana ao rever a tabela de medalhas dos jogos olímpicos de Londres, acabei encontrando um novo objeto para minhas reflexões: o quanto o estresse contribui nos resultados dos atletas em competições?
Sabemos que o estresse é uma reação natural do organismo em resposta a uma necessidade de adaptação. Porém, uma situação será mais ou menos estressante de acordo com a interpretação e importância que damos a ela.
Isso não é diferente para os atletas. O nível de estresse envolvido em uma prova ou competição está diretamente relacionado com a percepção da situação, bem como com a sua capacidade em lidar com ela. Portanto, os atletas respondem de maneira diferente aos estímulos internos e externos durante uma competição.
Em doses adequadas o estresse é benéfico, funcionando como fonte de motivação. Libera hormônios estimulantes em nossa corrente sanguínea, favorecendo o desempenho. Mas se não bem gerenciado, atinge níveis excessivos o que pode levar o atleta ao descontrole de seus processos cognitivos, emoções e ações, produzindo reações vegetativas, motoras e emocionais.
Perder ou ganhar faz parte da vida de qualquer atleta. A frustração, decepção, o não atingimento das metas estabelecidas, tudo isso faz parte do dia a dia de quem pretende chegar ao ponto mais alto do pódio. Porém para se chegar lá, é necessário passar dessas etapas, superar e superar-se a cada treino, a cada novo desafio.
Um assunto bem comentado nestas últimas semanas foi referente ao desempenho de nossos atletas nas Olimpíadas de Londres. É natural que pessoas que estejam envolvidas em processos competitivos sejam alvos constantes de observações, opiniões e julgamentos. A tensão gerada por esta situação, somada a outros aspectos envolvidos no processo, pode criar expectativas, objetivos e pressões inadequados para seu desenvolvimento como atleta.
Comentários como falta de concentração, excesso de expectativa, cobranças, elevado nível de tensão e ansiedade, pressão dos compromissos com patrocinadores, falta de apoio e infra-estrutura adequados para preparação, desequilíbrio emocional, ocuparam a opinião pública. A maioria imaginava um melhor resultado.
Em meio a tantas opiniões, resolvi dar uma atenção especial a um aspecto relevante neste cenário. Procurei refletir e entender um pouco o que está por traz de uma competição deste porte e, o quanto o estresse está ligado a esses resultados.
Competir, independentemente do nível ou modalidade do atleta, é uma fonte significativa de estresse. A competição é a oportunidade de mostrar em frações de tempo o resultado de todo o esforço, sacrifício e dedicação de anos. É ter que mesmo no meio de uma luta ou confronto, enfrentar desafios e demandas, superar os mais elevados níveis de exigência e encontrar disposição para continuar, mesmo diante das maiores adversidades.
A competição é palco de recordes, de vencedores, mas também de derrotados. Não há espaço para erros! É neste processo que se revela capacidades e habilidades, bem como deficiências. E, embora resumido a um momento, é o resultado da interação de múltiplos aspectos que irão definir o desempenho de cada atleta em particular.
Dessa forma, percebemos que além dos fatores inerentes ao processo competitivo, o atleta ainda precisa aprender a lidar com as situações adjacentes a este processo. Entendemos por situação inerente as que fazem parte direta do processo, sejam aspectos individuais (personalidade, expectativas e pressões internas, atributos físicos e técnicos, equilíbrio emocional, objetivos e metas), ou situacionais, específicos de cada modalidade esportiva (preparação e treinamento, adversário, técnico, arbitragem, torcida, infra-estrutura, patrocinadores, equipe). As situações adjacentes (conflitos familiares, ausência de vida social ou vínculos de amizade), não podem ser ignoradas mesmo não estando diretamente relacionadas ao processo competitivo.
O segredo de um bom desempenho passa por uma boa administração desses aspectos de uma competição. Poder aliar uma preparação e treinamento adequado, a uma convivência saudável e produtiva com a ansiedade e o estresse inerentes ao processo de todo atleta, é poder garantir uma maior administração das pressões e expectativas internas, do medo e da insegurança de não corresponder aos resultados esperados e da obtenção dos objetivos e metas estabelecidos.
Desta forma fica clara a necessidade de investimento em estratégias que possam auxiliar na redução do nível de estresse e ansiedade. O profissional de psicologia pode somar à preparação do atleta, trabalhando com este ou sua equipe, técnicas cognitivas e de controle bem como técnicas de relaxamento.
Não gostaria de concluir sem parabenizar os nossos atletas, independente de seus resultados. Para mim vocês já são vencedores por terem conseguido “fazer parte da história”. Fico torcendo que em 2016, no Rio, possamos todos presenciar o resultado de um planejamento integrado, que contemple o suporte e investimento necessário a todos os aspectos individuais e situacionais indispensáveis a um bom desempenho. E isto, começa agora!
Grande abraço,
Adriana Monteiro
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Estudo liga stress dos filhos à dieta da mãe durante gravidez
Ingestão de alimentos ricos em colina durante a gestação ajuda a ativar funções que controlam as tensões durante toda a vida, segundo pesquisa.

Se você sofre de stress, a culpa pode ser da sua mãe ou, mais especificamente, do que ela comeu durante a gravidez. É o que diz uma pesquisa publicada no periódico Faseb, da Federação das Sociedades Americanas para Biologia Experimental. O estudo mostra que a ingestão de alimentos que contém colina – substância presente na lecitina de soja, bife de fígado ou gema de ovo, por exemplo – durante a gravidez afeta o modo como o filho vai reagir ao stress durante toda a vida.
Os pesquisadores encontraram uma ligação entre a ingestão de colina e alterações chamadas de marcas epigênicas – um mecanismo que pode “ligar” ou “desligar” uma função do gene, deixando-a ativa ou não. A colina ativa as marcas epigênicas ligadas aos níveis de cortisol, mantendo-o baixo. No organismo, altas taxas de cortisol estão relacionadas a diversas desordens, desde problemas mentais, até metabólicos e cardiovasculares.
Para chegar a este dado, os pesquisadores acompanharam o terceiro trimestre de gravidez de um grupo de mulheres submetidas a uma dieta repleta de alimentos que continham colina. Metade ingeriu a quantidade recomendada da substância, ou seja, 480 mg ao dia. A outra metade ingeriu quase o dobro da quantidade sugerida: 930 mg ao dia.
Para acompanhar o que acontecia no corpo das mães e dos bebês, eles coletaram sangue materno, sangue do cordão umbilical e da placenta. O objetivo era mensurar o nível de cortisol e a quantidade de genes que expressam o controle do cortisol. A conclusão foi que aqueles cujas mães consumiram grandes quantidades de colina mostraram níveis reduzidos de cortisol. “Esperamos que nosso dado contribua para o aumento da recomendação de ingestão de colina durante a gravidez, para reduzir o risco de doenças relacionadas ao stress durante a vida da criança”, disse Marie A. Caudill, pesquisadora da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.
Fonte: VEJA
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Falta de tempo é o principal causador de estresse entre os brasileiros
O tempo está cada vez mais curto para os brasileiros. A velha tática de dizer que não tem como ir a tal compromisso, simplesmente para escapar da obrigação, se tornou uma dura realidade. E o pior: a falta de tempo é a principal causadora de estresse entre a população do país.
De acordo com a pesquisa realizada em 2010 pela associação internacional dedicada à prevenção e estudo do estresse, a International Stress Management Association, Isma-Br, 62% dos brasileiros sofrem com a falta de tempo (sobrecarga e o excesso de tarefas) como principal estressor. A pesquisa foi feita com 1.000 executivos brasileiros (gerentes, supervisores e CEOs) de Porto Alegre e São Paulo, de 25 a 60 anos.
“O trabalho só aumenta, e esse trabalho é feito pelo mesmo número de pessoas”, explica a presidente da Isma-Br Ana Maria Rossi. Demissões, afastamento por motivos de saúde, e outros fatores só pioram a situação.
Em outra pesquisa realizada pelo Isma-Br, no ano passado, 69% das pessoas indicaram que a principal fonte de estresse está no campo profissional e não no pessoal. “Isso mostra que as pessoas estão ficando cada vez mais tempo no trabalho”, explica Ana Maria.
“Essa situação está interferindo nos relacionamentos das pessoas, no estilo de vida. A pessoa acaba diminuindo o tempo de sono para poder fazer tudo, para de fazer atividades físicas e fica mais suscetível ao estresse”, analisa.
Outros estressores são o medo de demissão (56%), seja ele real ou imaginado, e a falta de controle do próprio trabalho (41%), ou seja, muita responsabilidade, mas pouca autonomia para tomar decisões.
Para aumentar o tempo do trabalho, a alimentação também fica comprometida. Distúrbios de apetite são a queixa de 32% dos entrevistados, e 26% reclamam de problemas gastrointestinais como sintomas mais comuns do estresse. Não à toa. “As pessoas almoçam no trabalho, comem a chamada finger food, altamente calórica e com muito sal, ou pedem algo e comem na frente do computador”, exemplifica Ana Maria.
No ano passado, o INSS constatou um crescimento de 28% nos afastamentos causados por estresse. No primeiro semestre de 2011, a Previdência concedeu 109 mil auxílios-doença a trabalhadores que sofreram as sequelas do estresse. No mesmo período de 2010 foram cerca de 85 mil casos. Segundo Ana Maria, o principal problema de tudo isso é que, apesar de todas as estatísticas gritantes, pouco se faz para mudar a situação. “As empresas fazem ginástica laboral, shiatsu, mas essas propostas são paliativas. E, do outro lado, ou seja, os funcionários, não impõem limites”, afirma a presidente da Isma-Br.
A pesquisa anterior, feita pela Isma internacional, apontou o Brasil como o segundo país mais estressado no mundo, perdendo o topo do ranking para o Japão. A pesquisa, realizada em 2007 aponta que 70% da população economicamente ativa está estressada, o mesmo número dos ingleses. A diferença está no grau desse estresse, considerado agudo.
Dados da pesquisa ISMA-BR
1.000 executivos (gerentes, supervisores e CEOs) de PoA e SP, de 25 a 60 anos
Sintomas mais comuns
Físicos*
86% dores musculares, incluindo dor de cabeça
38% distúrbios do sono
26% problemas gastrointestinais
13% pressão arterial elevada
Emocionais*
81% ansiedade
78% angústia
73% preocupação
52% raiva
Comportamentais*
57% consumo de álcool/drogas prescritas ou de rua
53% agressividade
32% distúrbios de apetite
23% mudanças na libido
Padrões de comportamento
47% agridem. Desses, 18% tem explosão de raiva
Estressores*
62% Falta de tempo - sobrecarga /excesso de tarefas
56% Medo de demissão – real ou imaginado
41% Falta de controle – muita responsabilidade e pouca autonomia para tomar decisões
36% Conflitos interpessoais
33% Desequilíbrio esforço x gratificação
*Participantes identificaram mais de um item
Fonte: Globo Ciência
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